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Reajuste salarial dos comerciários está indefinido por descaso do setor patronal

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SEC Matão e Taquaritinga - Reajuste salarial dos comerciários está indefinido por descaso do setor patronal


A Diretoria do Sindicato dos Empregados no Comércio (Sincomerciários), há tempo, vem tentando negociar com o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e, consequentemente, o índice de reajuste dos salários. A data-base para correção salarial da categoria é 1° de setembro.

Para o presidente do Sincomerciários, José Carlos Aparecido Pelegrini, o Ney, a indefinição acontece devido ao descaso do setor patronal. “Iniciamos com antecedência as tratativas, mas, infelizmente, como sempre acontece, os representantes do setor patronal postergam a questão e, mais uma vez, não valorizam os trabalhadores. Estão irredutíveis em resolver a questão de uma vez por todas, concedendo, no mínimo, a reposição da inflação oficial medida pelo INPC nos últimos doze meses, ou seja, o percentual de 10,42% que, é sabido por todos, não condiz com a realidade. O ideal seria que os trabalhadores tivessem aumento real de salário, pois sabemos que na realidade a inflação é bem maior. É visível que os preços das mercadorias estão aumentando dia a dia, muito além deste percentual”.

Nei Pelegrini explica que essa demora é ruim para todos. “A indefinição do reajuste é ruim para os trabalhadores que esperam nesta data a correção dos seus salários, para os escritórios de contabilidade que precisam preparar a folha de pagamento e, também, para os próprios comerciantes que depois terão que arcar com as diferenças salariais acumuladas. Realmente, é um descaso com o trabalhador”.

Na pauta de reivindicações, que foi aprovada pela categoria em assembleia, constam vários itens, entre eles: Aumento real de salário; Pisos salariais com poder de compra; Renovação e conquista de novas cláusulas sociais; Manutenção dos direitos adquiridos; Homologações no Sindicato; Saúde e segurança nos locais de trabalho; Vales transporte e refeição; Cartão alimentação ou cesta básica; Auxílio creche; Horas extras com adicional de 60%; Garantia de emprego; Cumprimento rigoroso da Convenção Coletiva de Trabalho.

O presidente Nei ressalta que, nem todos os comerciantes concordam com essa demora. “Alguns comerciantes, independente das posições políticas do sindicato patronal, já anteciparam as perdas da inflação nos salários dos trabalhadores, posição essa acertada, porque deixarão de ter um passivo no futuro, além de prestigiar os seus colaboradores que são muito importantes para o sucesso do seu comércio”.

 

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