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Uma em cada 5 mulheres não busca trabalho para cuidar da casa ou de alguém

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SEC Matão e Taquaritinga - Uma em cada 5 mulheres não busca trabalho para cuidar da casa ou de alguém


A entrada ou a volta das mulheres no mercado de trabalho encontra nas tarefas de casa um empecilho. Uma em cada cinco mulheres informou que não busca trabalho porque precisa cuidar de afazeres domésticos, dos filhos ou de algum outro parente. O resultado consta da Síntese de Indicadores Sociais divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) com dados referentes a 2018.

A pesquisa revelou que 19,7% das entrevistadas afirmaram não ter tomado providência para conseguir uma ocupação por ter que cuidar de afazeres domésticos, de filho ou de outro parente —que pode ser criança, idoso ou deficiente. O número é nove vezes maior que o de homens.

"O mesmo motivo representou apenas 2,2% das respostas dos homens, corroborando os dados apresentados anteriormente sobre a desigualdade de gênero na realização de atividades domésticas", diz o IBGE.

Ainda segundo a pesquisa, os resultados "fundamentam a importância que é atribuída à expansão da rede de cuidados para crianças, idosos e pessoas com deficiência para ampliar a participação das mulheres no mercado de trabalho, o que, por sua vez, poderia implicar crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] e das receitas tributárias do país", afirma.

Por esse motivo, em 2018 as mulheres eram maioria nos três componentes da subutilização da força de trabalho, chegando a representar 59,3% da força de trabalho potencial. Além disso, assim como em todos os anos anteriores, as mulheres ainda seguem recebendo salários menores que os homens: R$ 2.382 em média para eles, R$ 1.874 para elas.

Desigualdade entre os sexos no desemprego

A Síntese do IBGE também traz outras constatações que mostram como a mulher é prejudicada em vários aspectos ligados ao trabalho.

Um dos pontos apontados é que que a crise econômica levou mais mulheres para o trabalho para ajudar a renda das famílias. Entretanto, "sua taxa de participação em 2018 permaneceu bem aquém à dos homens, 52,9% e 72,0%, respectivamente".

No quesito desocupação, estrato mais afetado entre as mulheres é o grupo das pessoas de até 29 anos, com uma diferença de 5 pontos percentuais entre homens e mulheres em 2018 — 25% a 20%, respectivamente.

"A desigualdade entre os sexos na taxa de desocupação diminui nos grupos de idade mais avançada, o que pode ser atribuído à saída mais cedo das mulheres da força de trabalho, que reduz a pressão sobre o mercado de trabalho. As taxas de desocupação dos homens e das mulheres, desagregadas por grupos etários", diz a Síntese.

Ainda segundo a pesquisa, entre as mulheres, o nível de instrução aparece com maior influência do que entre os homens —ou seja, mulheres com menos escolaridade têm mais dificuldades de entrar no mercado de trabalho.

"Em 2018, a taxa de participação das mulheres com ensino superior completo era 2,6 vezes maior que a das mulheres sem instrução ou com ensino fundamental incompleto; já a dos homens mais escolarizados era 1,5 vez maior que a dos menos escolarizados."

Fonte: UOL

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